Adriano Augusto da Costa Filho

 

 

 

Eu já vivo a milhões de anos,

todos eles muito soberanos.

Eu sou um pedaço da eternidade.

Pela transmissão à posteridade !

 

 

Meus versos muito solitários,

gravados em belos relicários.

Ficarão marcados na evocação

do tempo que durar meu coração !

 

 

Sempre faço as estrofes uma a uma,

sem querer deixar marca alguma.

Na filosofia das antigas gerações,

que enfeitaram imensos corações !

 

 

Todos nós pertencemos à eternidade,

e os poetas são os reis da humildade.

Fazemos as poesias com distinções

para ornamentarmos os corações !

 

 

Milhões de anos eu sei que já vivi,

e deles pendores sempre eu senti.

Na transmissão eterna dos corpos

surgirão outros poetas esbeltos !

 

 

 

 

 

 

 

Mid_Si tu ne me revenais pas.Alain Barriere

 

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Publicado: 13.01.2007  Última atualização:  12.06.2009

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